Estou de férias e boa parte desse meu tempo vago passo em frente do computador, passei a notar a quantidade de informação que temos em qualquer site visitamos, veja o exemplo da nossa rede social preferida, o facebook. Quantas vezes você não passou alguns minutos apenas deslizando aquela barra para ver quais as novidades dos seus amigos, via uma foto, achava graça e passava para a outra, em seguida abria um site sobre entretenimento, via algumas noticias, fechava e partia para outro blog/website.
Peguei como exemplo o site da UOL, informações com textos de variados tamanhos, e uma coisa que me incomoda muito, a quantidade de anúncios que podemos observar nessa grande imagem roxa e na lateral direita. A primeira impressão quando entramos é a de confusão, em seguida começamos a selecionar as informações lendo tudo o que está ali por cima, e damos uma "geral".
O mesmo acontece quando vemos televisão, ficamos lá, apenas observando um programa de baixa qualidade, sem absorver nada de útil. Já fiquei várias vezes com a tv ligada enquanto eu mexia no computador nos sites citados, e sei que não sou a única.
As pessoas tentam buscar e absorver o máximo de informações no menor tempo possível, mas, em geral, não são capazes de organizar de forma adequada a aquisição desse excesso de informação. O resultado é sentimento de frustração, desgaste mental, fadiga dos neurônios e, em casos mais sérios, um quadro de estresse com conseqüências para o organismo.
Wurman usa colocar em perspectiva que “informação é poder”, dizendo que “estamos num frenesi para obtê-la, acreditando que informação significa mais poder”. O que acontece é exatamente o contrário. “O exagero na quantidade de informação começa a nublar as diferenças marcantes entre dados e informação, entre fatos e conhecimentos fazendo com que nossos canais de percepção entrem em curto-circuito”
Colocamos nosso cérebro em estado automático, passamos a analisar uma maior quantidade de informações, mas não às assimilamos, por favor, comente algo que viu em alguma página de entretenimento ou notícias, algo de grande importância.
Para concentrar-nos temos que valorizar alguns estímulos em detrimento de outros. Se quero me concentrar nos estudos, preciso desconsiderar todos os outros estímulos ambientais, tidos por exógenos, como sons e características do local onde estamos, e não ambientais, considerados endógenos, estes envolvendo fatos e lembranças que podem vir à nossa mente naquele momento de estudos.
Dicas:
1. No caso da falta de interesse no estímulo principal, ou seja, na matéria a ser estudada, tente identificar o que há de útil neste conhecimento. Pense no que pode ganhar ao saber daquela informação. Ainda neste sentido, procure trabalhar o prazer em aprender .Não estude para a prova, estude para a vida. Lembre-se ou tente descobrir o quanto o que você está estudando será útil para você!
2. Compreenda de forma fragmentada o que irá estudar, do tipo “agora minha meta é estudar e entender este parágrafo”, ou “esta página, este item, este capítulo, este tema…”. Encare um, para depois passar ao outro. Avance por partes, esqueça o todo e estude o que tiver que estudar de forma fragmentada.
Ao que se refere ao uso de medicamentos para "turbinar" o cérebro para horas prolongadas de estudo, temos que lembrar que o cérebro apesar de incrível, é uma estrutura biológica, sendo assim no plano da formação de memórias, consiste na ideia do limite da capacidade bioquímica instalada, sustentado pelo professor e neurologista Ivan Izquierdo que defende, “…a sensação quase física que todos experimentamos alguma vez de que, ao acabar determinada atividade intelectual, como um período de estudo intenso ou uma aula, ‘não cabe mais nada em nossa cabeça’ corresponde a um fato real… usa-se, cada vez, uma porcentagem bastante grande da ‘capacidade’ bioquímica ‘instalada’ de nosso hipocampo…”
Fontes:
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